A Origem

A origem do xadrez ainda é motivo de debate entre os historiadores do enxadrismo, mas a teoria mais difundida é que tenha sido criado na Índia, durante a dinastia gupta por volta do século VI. Esta teoria é atestada pelos primeiros registros literários persas e pela análise da etimologia das palavras empregadas no jogo e sua evolução conjunta com o xadrez.

Entretanto, teorias alternativas propõem que o xadrez tenha sido criado num período anterior, em diferentes localidades como China, Irã e Afeganistão. Estas versões exploram evidências arqueológicas, militares, literárias e recursos da filogenética para contestar a teoria indiana.

As similaridades entre o chaturanga e o Xiangqi, considerado a versão chinesa do xadrez, são exploradas indicando que estes jogos poderiam ter se influenciado mutuamente através do contato entre as civilizações através da rota da seda, assimilando alguns aspectos de suas regras e formando versões híbridas, o que poderia remontar à Grécia antiga e à conquista de Alexandre, o Grande, sobre a Ásia Menor no século III a.C.

Existe a perspectiva de que, no futuro, novas análises da literatura existente e descoberta de mais artefatos arqueológicos na Índia e China possibilitem esclarecer em definitivo a origem do xadrez.

Índia

Segundo Harold Murray, a análise filológica conecta o jogo com clareza à palavra chaturanga, que designava as quatro partes do exército indiano -bigas, elefantes, cavalaria e infantaria – desde o século V a.C. Inicialmente, o jogo era praticado sobre o tabuleiro do Ashtāpada, um outro jogo cujo significado foi estabelecido por volta do século II a.C. e sugeria um objeto familiar.

chaturanga é considerado o jogo mais antigo com características essenciais da definição do jogo encontradas nas versões posteriores – dois jogadores se enfrentando em um arranjo inicial e simétrico das peças, com peças de movimentos diferentes e a vitória dependendo do captura de uma única peça. Não está claro se o chaturanga utilizava dados para designar seus movimentos, embora a grande maioria dos jogos indianos os utilizasse.

Uma das lendas a respeito da origem indiana do xadrez, contada no poema persa Chatrang nâmag (c. Séc VII) e no livro persa Shāh-nāmeh (c. séc. XI) relata que um rajá indiano enviou seu vizir Tâtarîtos à corte de Cosroes I Anôšag-ruwân, xá da Pérsia, com tributos e um desafio para descobrir as regras do chaturanga. Cosroes pediu por quatro dias para resolver o enigma, tendo obtido êxito no tempo previsto.

O livro Shāh-nāmeh descreve ainda mais duas lendas a respeito da origem do xadrez. A primeira conta a história do brâmane Sissa ibn Dahir, que criou o jogo a pedido de um rajá indiano e, como recompensa, pedira um grão de trigo na primeira casa do tabuleiro, dobrando progressivamente a quantidade a cada nova casa (o que resulta numa quantidade astronômica). A outra história conta que o jogo foi inventado a pedido da mãe do rei Gav para provar que este não havia provocado a morte do irmão Talhend durante uma batalha, reconstituída sobre o tabuleiro.

China

Uma teoria alternativa sustenta que o xadrez surgiu do Xiangqi ou de seus predecessores, que existiriam na China desde o séc. II a.C. David H. Li, um contador aposentado e tradutor de textos chineses antigos, formulou a hipótese de que o general Han Xin inspirou-se em uma versão anterior do jogo Liubo para desenvolver uma versão primitiva do xadrez chinês no inverno de 204–203 a. C. O historiador alemão Peter Banaschak, entretanto, pontua que a teoria de Li não tem fundamento, afirmando que a obra “Xuanguai lu”, escrita pelo ministro Niu Sengru (779–847) da dinastia Tang permance como a primeira fonte aceita da variante chinesa Xiangqi.

Irã

Historiadores iranianos questionam a ausência de evidências arqueológicas indianas anteriores ao século IX, enquanto que evidências persas já foram encontradas a partir do século VI, como uma hipótese da origem do xadrez pertencer à Pérsia antiga, atual Irão. De fato, apesar da literatura indiana anterior ao século VI ser rica, ela não faz menção específica ao chaturanga como nome de um jogo, sendo que as evidências mais claras neste sentido surgiram somente no século IX.

A etimologia também não seria objetiva a respeito do uso da palavra em sânscrito chaturanga, que significaria somente “exército”, não ficando claro se é uma referência ao xadrez ou a outro jogo. A influência persa na nomenclatura, de cuja língua (pahlavi) provém a maioria das palavras relacionadas ao xadrez, também é considerada como argumento a favor da teoria iraniana.

A figura do elefante como justificativa para a origem indiana também é questionada. Esses animais não eram exclusividade da Índia, sendo conhecidos desde a dinastia ptolemaica no Egito, e foram regularmente utilizados nos exércitos persas. As obras persas Chatranj namâgShāh-nāmeh, que indicam a origem do jogo como de um outro reino a oeste, relatado como Hind e que trouxe o chaturanga para corte persa, poderiam indicar uma província oriental do império persa que inclui a província moderna do Sistan e Baluchistão, que durante a dinastia Aquemênida era uma extensão da província do Khuzistão.

 

 

 

 

A história

história do xadrez tem origem controversa, mas é possível afirmar que o jogo foi inventado na Ásia. Atualmente, a versão amplamente difundida é a de que teria surgido na Índia com o nome de chaturanga e dali se espalhou para a China, Rússia, Pérsia e Europa, onde se estabeleceram as regras atuais. Entretanto, pesquisas recentes indicam uma possível origem na China do século III a.C., na região entre o Uzbequistão e a Pérsia antiga (atual Irã).

Um dos primeiros registros literários sobre o xadrez é o poema persa Karnamak-i-Artakhshatr-i-Papakan, escrito no século VI, e, a partir desta época, sua evolução é mais bem documentada e amplamente aceita no meio acadêmico. Após a conquista da Pérsia pelos árabes, estes assimilaram o jogo e o difundiram no ocidente, levando-o ao norte da África e Europa e até as atuais Espanha e Itália por volta do século X, de onde se expandiu para o resto do continente chegando até a região da Escandinávia e Islândia.

No oriente, o xadrez se expandiu a partir da sua versão chinesa, o Xianqi, para a Coreia e Japão no século X. As diferenças entre o xadrez chinês e o japonês são tão grandes que os especialistas não acreditam que ele tenha vindo diretamente da China ou da Índia, ou mesmo da Coréia.

Por volta do século XV o jogo estava amplamente difundido pela Europa e, dentre as variantes existentes do jogo, a europeia foi a que mais se destacou, devido à rapidez proporcionada pela inclusão da Dama e do Bispo. Apesar de já existir literatura anterior sobre o xadrez na época, foi neste período que começaram a surgir as primeiras análises de aberturas em virtude das novas possibilidades do jogo.

As partidas começaram a ser registradas com maior frequência e mais estudos da teoria foram publicados. No século XVIII foram fundados os primeiros clubes para a prática do xadrez e federações esportivas na Europa, e em decorrência do grande número de pequenos torneios acontecendo por todo o continente, em 1851 foi realizado o primeiro torneio internacional em Londres.

A popularidade das competições internacionais levou à criação do título de campeão mundial, vencido por Wilhelm Steinitz em 1886, e, em 1924, é fundada a Federação Internacional de Xadrez (FIDE), em Paris, que organiza a primeira Olimpíada de Xadrez e o mundial feminino, vencido por Vera Menchik.

Com a popularização dos computadores ao fim da década de 1950, começam a surgir os primeiros programas que jogam xadrez, que acompanharam a evolução do processamento de informação e introduziram o jogo na era moderna com competições on-line e acesso facilitado às análises das partidas.

 

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